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PF prende ex-secretário executivo de Educação do Tocantins por obstruir investigação durante  fase da Operação Overclean

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PF prende ex-secretário de Educação do Tocantins durante oitava fase da Operação Overclean

Durante a Operação Overclean, a Polícia Federal prendeu Éder (Edinho) Fernandes, ex-secretário-executivo de Educação do Tocantins. Outro servidor da Secretaria de Educação também teve a prisão decretada, embora não fosse alvo da investigação. Segundo a PF, ambos teriam acompanhado a movimentação dos agentes em Palmas para tentar se antecipar às ações policiais.

A oitava fase da Operação Overclean foi deflagrada nesta sexta-feira (31) com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo apuração da TV Globo, esta etapa mira suspeitos de operar fraudes em licitações no Tocantins, recebendo ou intermediando propinas a partir de desvios de emendas parlamentares.

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo, Palmas e Gurupi, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os investigados estão Claudinei Aparecido Quaresemin, ex-secretário extraordinário de Parcerias e Investimentos do Tocantins; Éder Martins Fernandes, ex-secretário-executivo de Educação; Itallo Moreira de Almeida, ex-diretor da Secretaria de Educação de Goiânia; e Luiz Cláudio Freire de Souza França, advogado e secretário-geral do Podemos.

Éder Fernandes já havia sido citado em outra operação da PF, em 2022, que investigava um suposto esquema de corrupção com recursos do transporte escolar em seis municípios da região sul do Tocantins. Na época, teve o sigilo bancário e fiscal quebrado. Ele também presidiu a Agência Tocantinense de Saneamento (ATS) na gestão do ex-governador Marcelo Miranda (MDB), quando chegou a ter a prisão decretada por descumprir decisão judicial sobre o fornecimento de água em Pium.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

Aguardamos posicionamentos dos citados.

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