Editorial

Um tiro que expõe a intolerância e o desprezo pela vida humana

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A morte do vigilante Dhemis Augusto Santos, de 35 anos, deveria provocar mais que tristeza. Deveria provocar indignação! Ele saiu de casa para trabalhar, como faziam todos os dias, acreditando que voltaria para a família no fim do turno. Mas por cumprir uma simples orientação de rotina, por pedir que um motorista retirasse a caminhonete de um local proibido dentro de um shopping, acabou se tornando vítima da violência mais absurda que se poderia imaginar.

O que era para ser apenas um ajuste no estacionamento virou motivo de fúria. O motorista, Waldecir José de Lima Júnior, de 40 anos, em um surto de arrogância e desequilíbrio, sacou uma arma e atirou no vigilante. Um disparo que atingiu o abdômen e mudou o destino de uma família inteira. Dhemis ainda foi socorrido pelo Samu e levado ao HGP, mas não resistiu. Enquanto isso, o atirador fugia, deixando para trás a confirmação de que se sentia acima da lei. Talvez por sua arma tão cobiçada que, na verdade expõe sua insegurança pessoal, por demonstrar ser um homem arrogante e despreparado pra viver em sociedade

As equipes da PM e da DHPP localizaram o endereço do suspeito e o veículo usado na fuga, mas ele não estava no local. E segue foragido. A cada hora em que permanece solto, a sensação de impunidade cresce, e com ela a mensagem perigosa de que vidas podem ser tiradas em segundos, sem consequências imediatas.

O caso de Dhemis não é apenas uma tragédia pessoal. É mais um sintoma de uma sociedade onde o respeito às regras parece opcional e onde trabalhadores que apenas fazem seu serviço se tornam alvos da intolerância. Não se pode normalizar isso.

A família de Dhemis agora vive a tristeza de não tê-lo de volta para casa e espera por justiça diante de uma perda tão cruel.

Seguimos no aguardo da localização deste criminoso e da punição severa.

 

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