Política

Governo e vice divergem sobre responsabilidade por dívida milionária do Servir

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Um embate político marcou esta quinta-feira (12) após o governo do Tocantins anunciar o pagamento de R$ 269 milhões em débitos com prestadores de serviços do Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos (Servir). Segundo a Secretaria da Administração (Secad), a dívida seria resultado de três meses de atrasos herdados da gestão interina do vice-governador Laurez Moreira (PSD).

Laurez comandou o Palácio Araguaia entre 4 de setembro e 5 de dezembro de 2025, período em que o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) esteve afastado por decisão judicial no âmbito da Operação Fames-19.

Em nota, o vice-governador contestou a versão do governo e afirmou que, ao assumir o Executivo estadual, encontrou o plano Servir com quatro meses de faturas em aberto e uma dívida superior a R$ 271 milhões junto à rede credenciada.

Segundo Laurez, durante sua gestão interina foram iniciadas auditorias, renegociações de débitos e diálogo com prestadores e sindicatos para regularizar a situação financeira do plano. Ele classificou como “estranha” a tentativa de atribuir à sua administração os atrasos e questionou até quando problemas estruturais do Estado serão atribuídos aos 90 dias de governo interino.

Apesar da divergência política, o governo estadual informou que o pagamento faz parte de um acordo firmado com hospitais, clínicas, laboratórios e demais prestadores desde dezembro de 2025, com o objetivo de restabelecer o fluxo financeiro do Servir e garantir a continuidade dos atendimentos aos servidores públicos estaduais.

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