Política
Com foco na preservação de vidas, Projeto de Lei de Miguel Barros propõe faixa exclusiva para motos e amplia debate sobre segurança no trânsito
Vereador tem trabalhado o assunto de forma técnica e ouvindo condutores que buscam mais segurança na capital. 54 pessoas morreram em acidentes de trânsito registrados em Palmas no ano passado
O vereador Miguel Barros (MDB) colocou em pauta um dos temas mais sensíveis da mobilidade urbana de Palmas: a segurança dos motociclistas. Por meio de um Projeto de Lei, o parlamentar propõe a criação de uma faixa de circulação preferencial na Avenida Siqueira Campos (antiga Teotônio Segurado), com o objetivo de reduzir acidentes e organizar o fluxo em uma das vias mais movimentadas da capital.
A proposta ganha ainda mais relevância diante dos dados da mobilidade urbana de Palmas. Entre 2021 e 2025, foram registradas 300 mortes no trânsito da capital, sendo 54 apenas no último ano. Os números mostram que, apesar de variações ao longo dos anos, o volume de óbitos segue elevado e reforça a necessidade de medidas estruturais para aumentar a segurança viária.
A iniciativa surge para dar mais segurança aos condutores e condutoras que utilizam a motocicleta tanto como meio de transporte quanto como ferramenta de trabalho, especialmente entregadores e mototaxistas, que estão entre os mais expostos no trânsito urbano. Inspirado em experiências já implementadas em cidades como São Paulo, onde houve redução significativa de mortes após a adoção de faixas exclusivas, o projeto apresentado por Miguel Barros busca adaptar a solução à realidade de Palmas, com base em critérios técnicos e estudos de engenharia de tráfego.
Mais do que uma proposta legislativa, o vereador tem ampliado o debate junto à sociedade, ouvindo profissionais que dependem da motocicleta no dia a dia e defendendo políticas públicas que acompanhem o crescimento da cidade.
“Palmas cresceu, o trânsito mudou e nós precisamos acompanhar essa transformação. Não dá mais para ignorar a realidade de quem vive sobre duas rodas e enfrenta riscos todos os dias. Essa proposta nasce da escuta e da necessidade real da população”, afirmou Miguel Barros.
O projeto também prevê ações educativas e a participação do Poder Executivo na regulamentação, garantindo que a implantação ocorra de forma planejada e eficiente.