Justiça

Homem é condenado a mais de 57 anos de prisão por feminicídio e ocultação de cadáver em Gurupi

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Cleofas Rodrigues Cardoso foi condenado a 57 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver, em julgamento realizado nesta sexta-feira (11), no Tribunal do Júri de Gurupi, no sul do Tocantins.

Os jurados acolheram integralmente a acusação apresentada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) e reconheceram a autoria e a materialidade dos dois crimes. No caso do feminicídio, foram reconhecidas circunstâncias que agravaram a pena, como o uso de asfixia, a dificuldade de defesa da vítima e o fato de o crime ter ocorrido enquanto os três filhos dela estavam na residência.

A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Rafael Pinto Alamy, do Núcleo do Tribunal do Júri (MPNujuri). A Justiça manteve a prisão preventiva do réu e determinou o início imediato do cumprimento da pena em regime fechado. A decisão ainda cabe recurso.

Corpo foi enterrado em área de mata

O crime aconteceu na madrugada de 9 de novembro de 2025, no Setor Novo Horizonte, em Gurupi. Após matar a ex-companheira, o homem manteve o corpo sobre a cama do casal por aproximadamente 24 horas.

Na noite seguinte, ele envolveu o corpo em um lençol, retirou-o da residência e o enterrou em uma área de mata próxima ao imóvel.

Réu já cumpria pena por violência doméstica

Durante a definição da pena, a Justiça também considerou que Cleofas cumpria pena em regime aberto por outro crime de violência doméstica praticado contra a mesma vítima.

A sentença levou ainda em consideração as consequências do feminicídio, especialmente o fato de a vítima ser mãe de crianças e adolescentes.

Do total da condenação, 56 anos, 10 meses e 15 dias correspondem ao feminicídio com agravantes. Pela ocultação de cadáver, foi aplicada pena de um ano de reclusão e dez dias-multa.

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