Saúde

Justiça aumenta multa para até R$ 1 milhão e cobra regularização de obstetras no Hospital Regional de Gurupi

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A Justiça do Tocantins aumentou para R$ 10 mil por dia, limitada ao teto de R$ 1 milhão, a multa aplicada ao Estado pelo descumprimento de decisões judiciais que determinam a manutenção de médicos obstetras no Hospital Regional de Gurupi (HRG). A decisão também estabeleceu prazo de 15 dias para que o Governo do Estado e a Secretaria de Estado da Saúde comprovem, por meio de documentos, a regularização do atendimento obstétrico 24 horas na maternidade da unidade.

A medida foi tomada após ser apontado à Justiça que, ao longo dos últimos anos, o atendimento obstétrico no hospital continua apresentando falhas, comprometendo a assistência às gestantes dos 19 municípios que integram a macrorregião Sul do Tocantins.

Entre os casos apresentados está o de uma gestante de alto risco, moradora de Sandolândia, que deu entrada no HRG com diagnóstico de óbito fetal e permaneceu internada por cerca de três dias sem avaliação de um médico obstetra. Conforme documento da própria direção do hospital, não havia profissional escalado para os plantões dos dias 5 e 6 de maio deste ano.

Na decisão, a Justiça entendeu que o aumento da multa é necessário para reforçar o cumprimento da sentença que obriga o Estado a manter equipes médicas completas na maternidade do hospital. O pedido do Estado para reduzir ou excluir as penalidades foi negado.

A ação judicial teve início em 2016 e a sentença tornou-se definitiva em 2019, determinando a manutenção permanente do serviço de obstetrícia no HRG. Como as irregularidades persistiram, foi solicitado o cumprimento da decisão judicial.

No mesmo processo, também foi solicitado o afastamento do secretário de Estado da Saúde, pedido que foi indeferido pela Justiça.

Nota da SES:

A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) esclarece que já vem adotando medidas para assegurar a continuidade do atendimento obstétrico na unidade. Entre as iniciativas está o chamamento público para contratação temporária de médicos especialistas em Ginecologia e Obstetrícia. 
 
A SES-TO destaca que também estão sendo implementadas a otimização das escalas médicas, com readequação estratégica conforme a demanda assistencial; o incentivo à realização de plantões extraordinários, respeitando os limites éticos e a disponibilidade dos profissionais; além da escala de médicos clínicos 24 horas para triagem e suporte assistencial, permitindo que os especialistas estejam direcionados aos atendimentos de maior complexidade, incluindo procedimentos obstétricos e partos. A gestão dessas escalas é realizada observando as normas dos órgãos reguladores e garantindo a segurança assistencial dos pacientes e dos profissionais envolvidos.
 
A Pasta ressalta ainda que foi  publicado o Edital do concurso com oferta de 5.124 vagas para 31 categorias profissionais, que contemplará áreas assistenciais como enfermeiros e médicos obstetras. 

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