Negócios
Dólar cai e fecha abaixo de R$ 5,15 em meio à volatilidade causada por tensões entre EUA e Irã
O dólar abriu a semana em leve queda no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional da moeda norte-americana, e encerrou o pregão desta segunda-feira abaixo de R$ 5,15 — algo que não acontecia desde o final de fevereiro, antes da eclosão da guerra no Oriente Médio.
Apesar das declarações contraditórias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao longo do dia — misturando ameaças de ataques de grande escala ao Irã com sinais de avanço nas negociações — investidores demonstraram maior apetite por moedas de países emergentes.
O comportamento do petróleo, considerado o principal termômetro para o desdobramento do conflito, também influenciou os mercados. Os contratos futuros registraram altas modestas: o WTI para maio avançou 0,77%, a US$ 112,41 o barril, enquanto o Brent para junho subiu 0,68%, a US$ 109,77. Durante a manhã, a commodity chegou a recuar diante de relatos positivos sobre conversas entre EUA e Irã, mas voltou a subir após Teerã rejeitar uma proposta de cessar-fogo e diante das novas falas de Trump.
No Brasil, o dólar oscilou em sintonia com o noticiário internacional, rondando o patamar de R$ 5,15 durante a maior parte da tarde. A mínima do dia foi de R$ 5,1399. Ao fim do pregão, o dólar à vista recuou 0,26%, fechando a R$ 5,1465 — o menor valor desde 27 de fevereiro, véspera do início da guerra. Após subir 0,87% em março, a moeda acumula queda de 0,62% nos primeiros pregões de abril e recuo de 6,24% no ano.
Segundo Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, a cotação permanece fortemente guiada pelo avanço do conflito. “As declarações de Trump geram muita volatilidade. O mercado está agarrado ao nível de R$ 5,15 no curto prazo, montando posições defensivas sempre que a cotação rompe esse patamar”, afirma. Ele destaca ainda que o fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira continua positivo, impulsionado por ações consideradas baratas.
Durante a tarde, Trump reiterou que o prazo para um acordo com o Irã se encerra nesta terça-feira, às 21h (horário de Brasília). O presidente aumentou a pressão ao declarar que um “inferno” pode atingir o país caso não haja cessar-fogo, afirmando que “o país inteiro pode ser eliminado em uma noite”. Em seguida, suavizou o tom ao mencionar que a proposta iraniana representa “um grande passo”, embora ainda insuficiente para atender às exigências dos EUA.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moedas fortes, operou próximo da estabilidade, oscilando em torno dos 100 pontos. Entre as moedas emergentes, o peso mexicano e o florim húngaro foram destaques, com valorização de cerca de 1%.
O cenário internacional também foi influenciado pelos dados divulgados na última sexta-feira, 3, quando o mercado estava fechado devido ao feriado da Sexta-Feira Santa. O relatório de emprego (payroll) mostrou a criação de 178 mil vagas em março, bem acima das projeções. O resultado reacendeu preocupações sobre inflação nos EUA, especialmente diante da alta no petróleo, e gerou dúvidas sobre uma possível retomada dos cortes de juros pelo Federal Reserve ainda este ano.
“O mercado de trabalho forte dificulta apostas em novas reduções nas taxas. Autoridades do Fed têm reforçado a cautela com a inflação, o que limita a queda do DXY”, explica Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora.
No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que a postura cautelosa da política monetária tem permitido ao país enfrentar melhor o choque de oferta provocado pelo conflito. Ele afirmou ainda que o câmbio está “bem comportado” e que o real é favorecido tanto pelo Brasil ser exportador líquido de petróleo quanto pelo alto diferencial de juros (“carry trade”).
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