Denúncia
Denúncias expõem falta de manutenção em aparelhos de ar-condicionado da UnirG e da UPA de Gurupi
Filtros cobertos por poeira, aparelhos com partes quebradas, manchas nas paredes que sugerem vazamentos e reclamações de alunos e pacientes. Esse é o cenário denunciado à reportagem por pessoas que preferiram não se identificar, mas que afirmam conviver há meses com a falta de manutenção em aparelhos de ar-condicionado da Universidade de Gurupi (UnirG) e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
As imagens recebidas mostram equipamentos instalados na recepção da UPA, na cozinha da unidade, onde são preparados alimentos para pacientes e servidores, e também em salas de aula do Campus II da universidade. Segundo os denunciantes, além da sujeira visível, diversos aparelhos não estariam refrigerando adequadamente os ambientes.

A preocupação vai além do desconforto. Equipamentos sem limpeza periódica podem acumular poeira, fungos e outros microrganismos, comprometendo a qualidade do ar e aumentando o risco de problemas respiratórios, principalmente em ambientes de saúde e locais com grande circulação de pessoas.

O caso chama atenção porque a UnirG possui um contrato específico para manutenção desses equipamentos. Conforme informações disponíveis no Portal Unitransparência, o Contrato Administrativo nº 054/2025, decorrente do Pregão Eletrônico nº 038/2025, foi firmado em setembro de 2025 com a empresa E Pereira Costa Serviços e Comércio (Tempstar Refrigeração).
O contrato prevê o pagamento de R$ 23.099 por mês, totalizando R$ 277.188 por ano, para a manutenção preventiva e corretiva dos aparelhos de ar-condicionado da UnirG, da Fundação UnirG e da UPA 24 Horas, além de outras unidades. O próprio documento estabelece que a empresa deve garantir a eficiência e o bom funcionamento dos equipamentos.
Apesar disso, alunos relatam salas de aula quentes devido ao mau funcionamento dos aparelhos. Já pacientes da UPA afirmam preocupação com a sujeira, especialmente aqueles que possuem doenças respiratórias. Na cozinha da unidade, onde são manipulados alimentos, as imagens também mostram filtros com acúmulo de sujeira, situação que levanta questionamentos sobre as condições de higiene do ambiente.
A reportagem solicitou esclarecimentos à UnirG e a terceirizada responsável, questionando a execução do contrato, a fiscalização dos serviços e as condições dos equipamentos. O espaço permanece aberto para manifestação de todos os órgãos citados.

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