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Após dois dias de velório IML recolhe corpo de “charada”, família se recusou a realizar enterro
Após um velório que durou mais de dois dias e um impasse entre a família e as autoridades, o Instituto Médico Legal de Palmas (IML) finalmente recolheu o corpo de Carlos Augusto Silva Fraga, conhecido como Dad Charada, no início da tarde da quarta-feira (26).
A Justiça determinou que um novo exame seja realizado para identificar a causa da morte de Carlos Augusto. O corpo estava sendo velado por mais de 50 horas porque a família se recusava a fazer o sepultamento, alegando suspeitas de que ele possa ter sido assassinado e solicitando um novo exame para esclarecer a verdadeira causa do óbito.
Com o recolhimento do corpo pelo IML, espera-se que o novo exame seja realizado para atender às demandas da família e esclarecer as circunstâncias da morte de Dad Charada. A situação gerou um impasse prolongado entre as partes envolvidas e chamou a atenção para a necessidade de esclarecimento e transparência nas investigações de casos como esse.
Carlos Augusto Silva Fraga, conhecido como Dad Charada, um presidiário encontrado morto em sua cela no presídio Barra da Grota, em Araguaína. Ele era apontado pela Polícia Civil como mandante de 50 mortes em Palmas.
O atestado de óbito indicou que a causa da morte foi “suicídio”, mas a família acredita que ele possa ter sido assassinado, pois estaria recebendo ameaças. Diante disso, a família solicitou um novo exame de necropsia para esclarecer a causa da morte, e a defesa alegou que o Instituto Médico Legal (IML) teria ignorado possíveis indícios de lesões e hematomas no corpo que foram percebidos durante o velório.
Os advogados da família de Carlos Augusto acionaram a Justiça alegando descumprimento da decisão judicial e pediram a nomeação de um perito para refazer o exame no corpo do detento. Além disso, solicitaram que a multa pelo não cumprimento da decisão seja aumentada para R$ 100 mil por dia, a ser revertida em favor da mãe de Carlos Augusto, autora da ação.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) informou que o laudo de exame cadavérico realizado no corpo de Carlos Augusto Silva Fraga indicou constrição do pescoço compatível com enforcamento e ausência de evidências externas e internas de lesões traumáticas.
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