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Cidades

Filhas são apontadas como principais suspeitas de feminicídio de empresária em Peixe, aponta Polícia Civil

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A Polícia Civil concluiu que a morte da servidora pública e empresária Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos, teve como motivação conflitos familiares envolvendo questões financeiras e a administração da empresa da qual ela era proprietária. As principais suspeitas do crime são as duas filhas da vítima, segundo apontam as investigações.

Deise desapareceu logo após o Natal de 2025. O corpo foi encontrado no dia 1º de janeiro de 2026, boiando no Rio Santa Tereza, na zona rural de Peixe, sul do Tocantins. O caso foi tratado como feminicídio, já que ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar.

O delegado João Paulo Sousa Ribeiro, responsável pelo inquérito, explicou que a morte se enquadra na legislação de feminicídio por envolver violência familiar. “O Código Penal define o feminicídio e indica que uma das razões é a violência doméstica e familiar”, detalhou.

Conflitos financeiros motivaram o crime

Deise era dona de uma fábrica de rodos que sustentava grande parte da família. Embora as filhas exercessem outras atividades, a investigação indica que elas dependiam financeiramente da mãe. O atrito familiar teria se intensificado após o pai entregar um cartão bancário a uma das filhas sem o consentimento da empresária.

“As filhas queriam manter um padrão de vida, não de luxo, mas dependiam da mãe. E a vítima era vista como um empecilho”, afirmou o delegado. Para a polícia, as jovens acreditavam que, com a morte da mãe, teriam controle total sobre a empresa e sobre as finanças familiares, já que o pai, descrito como pouco instruído, não teria condições de administrar o negócio.

Crime teria sido planejado

As investigações apontam que a morte foi planejada e executada pelas filhas. Elas teriam comprado um celular em nome da mãe e, após o assassinato, usado o aparelho para enviar mensagens aos familiares, fazendo parecer que Deise havia deixado a cidade por vontade própria. A estratégia retardou as buscas e confundiu a polícia nos primeiros dias.

No dia 26 de dezembro de 2025, segundo o inquérito, Deise foi levada a uma área rural próxima à Vila Quixaba, onde foi morta com vários golpes de faca. O corpo foi posteriormente jogado no Rio Santa Tereza.

O marido da vítima, José Roberto Ribeiro, também foi indiciado por atrapalhar as investigações, eliminando registros importantes para o esclarecimento do caso.

Defesa contesta investigação

A defesa das suspeitas informou que existem “lacunas fundamentais” no relatório da Polícia Civil e afirmou que adotará todas as medidas legais necessárias, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Caso segue para o Ministério Público

O inquérito foi conduzido pela 94ª Delegacia de Polícia de Peixe, com apoio da 8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) de Gurupi. O caso agora foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPTO), que decidirá se oferece ou não denúncia contra os envolvidos.

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